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Cigarros ainda são comuns em filmes infanto-juvenis

Publicado: 19/5/2010
Postado por: Cláudio Lima

As imagens de fumantes e cigarros ainda são relativamente comuns em filmes classificados como infanto-juvenis, apesar do declínio desse tipo de aparição nos últimos 20 anos.

Ailsa Lyons e outros pesquisadores da Universidade de Nottingham, Reino Unido, analisaram a ocorrência de uso de cigarros, incluindo logomarcas, em cena e objetos relativos ao fumo – como cinzeiros, isqueiros e outros – nos 15 filmes de maior bilheteria veiculados no Reino Unido, entre 1989 e 2008. As análises foram feitas dividindo os filmes em períodos de cinco minutos e contabilizando as ocorrências dos itens relativos a cigarros.

Apesar das ocorrências terem caído quase 80% no período observado pelo estudo (eram de 3,5 ocorrências por hora em 1989 contra 0,6 em 2008) as imagens de cigarros continuaram a aparecer. Entre esses filmes estavam diversos sucessos infanto-juvenis.

Em O diário de Bridget Jones, por exemplo (um filme de classificação indicativa para maiores de 15 anos, no país de origem da pesquisa), foram contabilizados mais de 12 marcas diferentes de cigarros que apareciam durante o filme. Em Um grande garoto (com classificação indicativa para maiores de 12 anos), por exemplo, o personagem principal fumava regularmente uma marca específica de cigarro, ao contrário do que é mostrado no livro que originou o filme, em que não há referência à marca.

“A ocorrência de forma sistemática de algumas marcas de cigarro em certos filmes sugerem a possibilidade de que as companhias de cigarros continuam investindo nesse tipo de publicidade do produto”, dizem os autores da pesquisa. Entre as marcas com maior visibilidade nos filmes observados estavam a Marlboro e a Silk Cut.

“Aparentemente, crianças e adolescentes que assistem a esses filmes ainda são expostos à imagem e marcas de cigarro. E cigarros mostrados em filmes incitam potencialmente o consumo desses produtos por jovens e adultos”, dizem os autores.

Fonte: Portal O que eu tenho, com informações do British Medical Journal



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