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Filhos de mulheres que trabalham fora são mais propensos à obesidade, diz estudo

Publicado: 18/6/2010
Postado por: Cláudio Lima

O bom humor pode manter as pessoas saudáveis e aumentar suas chances de alcançar a terceira idade, segundo estudo recente da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Avaliando dados de mais de 53 mil pessoas que foram acompanhadas por sete anos, os pesquisadores descobriram que os participantes classificados como os mais bem humorados em diversos testes tinham uma redução de até duas vezes nos riscos de morte no período, comparados àqueles com menor pontuação em bom humor.

O crescente número de mulheres trabalhando em período integral nas últimas décadas pode ser um dos fatores que contribuem para o atual crescimento da obesidade infantil, segundo estudo da University College London, no Reino Unido. Avaliando mais de 8,5 mil pessoas que foram acompanhadas desde o nascimento, em 1958, os pesquisadores descobriram que os filhos desses participantes tinham 50% mais chances de terem excesso de peso do que eles na infância. E uma das razões apontadas para essa tendência seria o maior número de mães trabalhando em período integral.

Publicados recentemente no American Journal of Epidemiology, os resultados indicaram que filhos de mulheres que trabalhavam em período integral tinham 48% mais chances de terem sobrepeso ou obesidade, comparados às crianças cuja mãe não trabalhava fora. Além disso, quando os pais eram obesos, a propensão das crianças ao excesso de peso era de três a seis vezes maior do que quando os pais tinham peso normal.

Segundo os pesquisadores, as taxas de obesidade entre os pais e de mulheres trabalhando fora cresceram entre as duas gerações, o que estaria associado ao crescimento da obesidade infantil. Em 1991, cerca de 60% das mães trabalhavam, incluindo 15% em período integral; enquanto, em 1965, essas taxas eram de 45% e 10%, respectivamente. Em relação à obesidade, no início da década de 90, a taxa era de 12% dos pais, contra 5% a 7% em 1965.

Embora os resultados indiquem que a maior presença da mulher no mercado de trabalho esteja associada à obesidade infantil, eles não provam uma relação causa e efeito, além de mostrar apenas uma pequena participação desse fator no crescimento da obesidade entre os pequenos: menos de 8% dos casos. Os especialistas acreditam que os filhos de mulheres que trabalham em tempo integral podem ter maior propensão à obesidade devido ao fato de terem menos refeições em família, o que pode culminar em dietas menos saudáveis, com mais açúcar e gordura.

Entretanto, eles destacam que o crescimento da obesidade infantil está associado a uma combinação de fatores, incluindo hábitos alimentares, redução das atividades físicas - por ficarem tempo demais em casa assistindo TV ou no computador -, entre outros aspectos, que devem ser considerados.

Fonte: American Journal of Epidemiology. 20 de maio de 2010.



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