A conexão genética da doença

Estudo em gatos revela dados surpreendentes. Nos anos 40, um dentista chamado Francis Pottenger tinha a seguinte dúvida: “O que o alimento industrializado faz ao nosso corpo?” Ele não era um fanático pela nutrição e financiou sua própria pesquisa. Portanto, ninguém disse a ele quais resultados deveriam surgir.

Ele usou 800 gatos e dividiu estes gatos em cinco grupos. Os primeiros dois grupos alimentou com alimentos não-industrializados. Esses gatos continuaram saudáveis durante toda a experiência, então vamos deixá-los de lado. São os outros três grupos que nos interessam. Ele os alimentou com alimentos industrializados (junk food) e eis o que ele encontrou. A primeira geração de gatos alimentados com comida industrializada desenvolveu doenças muito parecidas com aquelas que nós seres humanos adquirimos — artrite, câncer, diabete, alergias, e assim por diante. Adquiriram essas doenças pelo fim da vida. A segunda geração de gatos alimentados com comida industrializada desenvolveu as mesmas doenças na metade da vida. A terceira geração de gatos alimentados com comida industrializada desenvolveu essas doenças no início da vida. Não houve uma quarta geração. Os pais da terceira geração não concebiam ou, se concebiam, abortavam.

Neste momento nos Estados Unidos, 25% dos jovens adultos não conseguem conceber. É o pior índice jamais visto. A incidência de aborto espontâneo está em ascensão. É o pior índice que este país jamais viu. A principal doença letal de crianças menores de dez anos nos EUA é uma doença crônica degenerativa, o câncer. O que aconteceu? Bem, desde 1900 a alimentação neste país degenerou terrivelmente. Naquela época os americanos comiam alimentos integrais — porque não tinham nenhuma opção. Cultivávamos a terra. Nada sabíamos de enzimas; nada sabíamos de enlatados; nada sabíamos de conservantes ou refrigeração e assim por diante. Tínhamos que viver basicamente da terra. Passamos disso para alimentos industrializados e alimentos conservados, cultivados em solos esgotados.

Agora leva de sete a quinze dias antes que o americano comum consuma alguma coisa crua. Hoje, somos a terceira de quatro gerações desde 1900 e estamos vendo os problemas que Pottenger viu em seus gatos. Além disso, cresce a exposição a substâncias químicas nos alimentos e nos lares — dos tecidos em carpetes, na roupa, nos travesseiros, etc. aos materiais de limpeza, artigos de higiene e cosméticos — assim como os derivados de petróleo dentro e fora de casa. Crianças menores de 10 anos morrem de ataques cardíacos e doenças do coração. E a diabete, uma doença relativamente nova para crianças, está se tornando mais e mais comum. Os pecados dos pais são passados para os filhos É o resultado da nossa alimentação que está deteriorando.

Poucas doenças são realmente herdadas. O que herdamos dos nossos pais são tecidos geneticamente enfraquecidos. Assim, se o pai fumava e não apresentou nenhum problema pulmonar antes de conceber, seu filho vai receber um tecido pulmonar geneticamente fraco. Não é uma doença. Aqueles pulmões vão funcionar normalmente — a menos que ele prejudique o seu organismo. Aquele é o vínculo fraco. Ele é que vai ceder e seu filho pode desenvolver algum problema pulmonar.

Recentemente, uma mãe me procurou e disse: “Há um ano, a minha filha de 35 anos contraiu diabete do tipo II.” Eu falei: “Aposto que a senhora acabou de descobrir que também está com diabete.” Ela perguntou: “Como sabe?” Veja, a filha ficou com diabete antes de se manifestar na mãe, porque era a geração seguinte. As fraquezas são até mais pronunciadas. Foi preciso cometer mais erros para o problema se manifestar. Na filha foram suficientes apenas 35 anos, mas na mãe levou 55 anos para os erros se manifestarem. A Bíblia afirma que os pecados dos pais serão punidos nos filhos. Não parece justo. Mas tudo faz sentido e não parece justo passar as nossas falhas, nossas inclinações, nossas fraquezas aos nossos filhos. Portanto, temos uma responsabilidade.

Estamos em uma época em que vivemos para o momento presente — “Se não me machuca, deve estar certo.” Três gerações podem reverter o código genético Temos que pensar em nossos filhos e netos. Pottenger conseguiu reverter os problemas, mas levou três gerações para reverter o código genético. (Os gatos realmente se recuperaram!) O que determina a saúde da criança? Em primeiro lugar está a saúde dos pais no momento da concepção. Quando concebem, como está sua saúde? O que constitui a vida da primeira célula? Esperma e óvulo. São o fruto (por assim dizer) do organismo da mãe e do organismo do pai. Se o organismo do pai está imperfeito e intoxicado, o esperma também vai estar. O mesmo acorre com o óvulo. No momento da concepção podemos encontrar a primeira célula com vida deficiente e tóxica — e isso vai influenciar o código genético

Em segundo lugar está a saúde da mãe durante a gravidez. Qual é o seu perfil? Aprendemos com os gatos de Pottenger. Sempre pensamos que o corpo da mãe vai se sacrificar pelo bebê. Se a mãe não se alimentar bem, seu organismo vai sofrer para garantir a saúde do bebê — e isso acontece, até certo ponto. Entretanto, Pottenger verificou que as mães da terceira e quarta geração, quando conseguiam chegar ao fim da gestação, abortavam. A mãe estava em primeiro lugar. Se ela tiver problemas de saúde, vai reter todos os nutrientes e isso vai prejudicar a saúde do filho.

Em terceiro lugar precisamos considerar aquilo que a mãe come enquanto está grávida. O que realmente vai produzir o bebê? É a alimentação. Se ela come “lixo”, o seu bebê vai ser um “lixo”.

Em quarto lugar está a alimentação da mãe enquanto está amamentando. O que produz o leite? Uma semana após o nascimento do nosso quarto filho, foi o aniversário da minha mulher. Eu perguntei o que ela gostaria de fazer. Ela disse: “Faz tempo que não como comida chinesa. Vamos a um restaurante chinês.” Eu respondi “O aniversário é seu. Vamos adoecer juntos.” Assim saímos e jantamos comida chinesa. Durante as 24 horas seguintes o pobre bebê teve diarréia e vomitava. Aquilo que entra na boca da mãe determina o que está no leite

 Em quinto lugar está a questão, o que a criança deve receber quando está sendo desmamada. Se não alimentamos a criança corretamente após o desmame, iniciamos o processo de declínio da saúde. Portanto, a boa base não garante a saúde. Todos esses fatores determinam a saúde da criança. Antes da concepção os pais deveriam se alimentar da melhor forma possível durante três meses, ou até um ano. Após a concepção e o parto é preciso continuar levando uma vida saudável e se alimentar corretamente. A saúde é construída e mantida comendo e vivendo sempre da melhor forma possível.

Fonte: Crusader, outubro/novembro de 2002. www.thehealthcrusader.com

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