A família e sua relação com a saúde social

“Instrui a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” – Salomão, Provérbios 22:6

Família: instituição sagrada; célula-mãe da sociedade; alicerce de um Município, Estado e Federação saudáveis. A realidade de hoje é bem diferente da que tínhamos no século passado. A cultura e as regras foram influenciadas pela “necessidade” de mais conforto e a “modernidade” trouxe a figura da mulher ganhando o papel de mantenedora do lar junto com o homem.

Assim, os verbos ter, comprar e ganhar estão no centro das atenções das famílias. Todavia, os filhos recebem como legado a ausência dos pais, perdendo o amor essencial para a boa formação educacional, moral e religiosa. Os pais, os verdadeiros responsáveis e educadores, têm em mente: “Preciso dar ao meu filho tudo de melhor, por isso preciso de melhores condições financeiras”. Devido a esse pensamento, o amor e a moral foram delegados a terceiros. Surge o que hoje é, infelizmente, a regra: filhos de pais ausentes.

Pequenos hábitos, anteriormente tão comuns e sagrados, tornaram-se quase extintos. A tradicional oração, antes do almoço e do jantar com a família, virou raridade; não somente a oração, mas o comer a mesa com toda família reunida virou atração de visita. A última coisa que se faz é almoçar sobre ela. As conversas e os debates na sala foram substituídos pelo televisor, que assumiu o centro da família e ganhou não só as salas das residências, mas os quartos, as cozinhas e em algumas até mesmo o toalete.

As conseqüências dessa “moderna” vida são refletidas no Judiciário: casamentos que se desfazem em meses, mulheres que engravidam e não conhecem nem a profissão do cidadão com quem conviveu (se é que chegaram a conviver), casais que se agridem fisicamente e moralmente na presença dos filhos. Pais que não brincam com seus filhos, não conversam, apenas entregam a eles um computador ou um vídeo game e pronto! Deixam-nos sozinhos no quarto. O ser em formação aprende, desde a tenra idade, a se isolar e a socialização de algumas dessas crianças é limitada em um teclado e monitor.

O homem, dotado pelo Criador de faculdades intelectuais, físicas e espirituais, esquece que o tempo é inexorável e não retroativo. As conseqüências das suas omissões são devastadoras. Dessa maneira, a família desestruturada inicia seu percurso de falência, inicialmente na falta de diálogo, e concretiza a derrocada no Judiciário com a Ação de Divórcio.

Entretanto, a conseqüência de uma família destruída reflete não apenas nas áreas Cíveis da Justiça. Muitas vezes acaba indo para o Foro Criminal e aquele pequenino, que um dia foi a razão de horas em busca de dinheiro, acaba tendo como fuga as drogas e outros vícios aviltantes e destruidores. Hoje, ser usuário de droga é caso de saúde pública, significando que a instituição família pode estar na UTI.

Aproveito para indagar a você, seja pai ou filho. Pai, quantas vezes sentou-se com seu filho e perguntou-lhe: Meu filho, como você está? Papai e mamãe estão aqui para lhe ouvir como amigos. E você filho, quantas vezes fitou os olhos de seus pais e lhes disse: Eu amo vocês! Obrigado pela vida e por tudo que fizeram por mim.

São palavras e sentimentos que devem ser exteriorizados em vida. Aproveite enquanto seus queridos entes estão presentes. Não sinta vergonha de dizer que ama seus pais ou filhos. Só assim conseguiremos uma sociedade mais serena, sem guerra, violência e abandono. Repleta de compaixão, compreensão e amor. Resumindo: um mundo socialmente saudável.

A família e sua relação com a saúde social
Rolar para o topo