Alergia cerebral

Muitos dos sintomas de alergia cerebral são parecidos com os dos problemas psiquiátricos, sendo erradamente diagnosticados como tal. A razão mais provável para o engano de interpretação é que os sintomas de alergia cerebral freqüentemente podem ser aliviados por drogas usadas no tratamento de distúrbios psiquiátricos. Às vezes, uma desordem psiquiátrica moderada existe, mas é agravada através da alergia cerebral. Esse quadro é responsável pela frustração de muitos psiquiatras e psicólogos que tentam ajudar, sem sucesso, pessoas com problemas psiquiátricos. Tais distúrbios podem estar sendo causados por alergia a alimentos, poluição ambiental, intoxicação por chumbo e mercúrio, além da presença de outros agentes que causam desequilíbrios químicos no cérebro.

Alergia cerebral moderada pode provocar apenas alguns sintomas, enquanto casos graves podem causar sintomas exuberantes. Algumas pessoas que sofrem de alergia cerebral possuem rejeição a diversos produtos, cuja ingestão acaba produzindo sintomas nas mais variadas partes do organismo. Quanto mais alérgenos os produtos forem, e maior for a exposição a eles, maior a gravidade dos sintomas:

– Enxaqueca moderada ou violenta (inclusive enxaqueca ocasional hemicraniana, que pode durar dias ou semanas, com pequeno ou nenhum alívio com analgésicos).

– Sonolência; torpor; lentidão; tontura; preguiça; depressão moderada ou severa; apatia; dificuldade de concentração; aparência de embriaguez e indiferença.

– Hiperatividade; comportamento destrutivo ou suicida; hipertonicidade; tensão; inquietação; tremores; ansiedade; sintomas maníacos; insônia; ilusões de grandeza; nervosismo e impaciência.

– Esquecimento ou amnésia moderada para nomes, palavras, etc.

– Cabeça cheia (aumentada); sensação de estar flutuando; ri à toa.

– Fraqueza; dores nos músculos e articulações associados a enrijecimento e irritabilidade.

Onde encontrar as causas da alergia?

Todos os itens relacionados a seguir deveriam ser retirados definitivamente do cardápio dos seres humanos, devido ao perigo a que expõem seus organismos. A presença de alguns alimentos na lista talvez cause espanto a muitas pessoas que acreditam serem eles vitais para o fornecimento de nutrientes ao nosso corpo. Aqui entra o mito, por exemplo, do queijo como fonte fundamental de cálcio. Afirmamos por experiência, no entanto, que as frutas podem ser usadas como excelentes e saudáveis fontes de cálcio, não se fazendo necessário recorrermos ao leite para obtê-lo.

Também se notará abaixo a inclusão de alguns condimentos muito afamados entre os consumidores, mas que podem ser substituídos de maneira saudável e criativa por numerosos vegetais destinados a servir de tempero. Vamos à lista:

– Corantes alimentares, especialmente o amarelo e o vermelho, adicionados aos alimentos industrializados em geral (exemplo: mostarda e molho de tomate nos sanduíches).

– Aromatizantes artificiais, entre eles, o Glutamato Monossódico, que possibilita a preparação culinária com poucos ingredientes, dando a sensação de encorpar o sabor dos alimentos.

– Chocolates, queijos e cerejas.

– Carnes, especialmente a de porco. No entanto, devido às condições em que são criados, outros animais de corte podem apresentar fatores alergênicos significativos.

– Produtos injetáveis em animais de corte, que produzem retenção de água durante o transporte para comercialização.

– Nitratos e nitritos borrifados em carnes com a intenção de melhorar sua aparência, ficando mais vermelhas ou mais rosadas.

– Frutos do mar, principalmente camarão. Outros tais como moluscos, caranguejos e lagostas, também são potenciais causadores.

– Trigo e cereais, através do glúten. Especialmente os híbridos como o triticale, usado amplamente em panificação e produtos industriais.

– Petroquímicos aromáticos, que incluem a maioria das substâncias derivadas de óleo cru, especialmente aquelas que evaporam depressa como gasolina, querosene, benzeno.

– Químicos aromáticos, que incluem muitas substâncias químicas que evaporam depressa, como tuenol, MEK (methylethylketone), tricloroetileno.

– Resíduos industriais (muitos poluentes são expelidos para a atmosfera ou lançados em cursos de água).

– Chumbo: além de causar problemas de aprendizagem, também abaixa a imunidade e provoca quadros clínicos bem conhecidos, como aqueles em que crianças têm seguidas inflamações de garganta. Em vez de acharmos que isso é “próprio da infância”, devemos investigar a contaminação por chumbo. Em adultos, a intoxicação por chumbo tem grande responsabilidade no agravamento do quadro de depressão. Uma pesquisa americana verificou uma incidência altíssima desse metal em criminosos de alta periculosidade. Além das tintas de parede, o chumbo é ainda utilizado como fixador em tinturas de cabelo (o acetato de chumbo), e já foi encontrado na composição de alguns cremes dentais.

– Mercúrio: pode causar sintomas semelhantes aos da alergia cerebral. Muitos dentistas discordam que o amálgama seja prejudicial. Recentes estudos indicam que níveis de chumbo e mercúrio anteriormente considerados seguros, são prejudiciais. Qualquer exposição ao mercúrio deveria ser evitada, pois é outro metal perigosíssimo para a saúde. Faz parte da composição química de muitos agrotóxicos utilizados para acabar com as pragas nas plantações brasileiras e, desses, dificilmente conseguimos escapar. O morango, por exemplo, costuma conter mercúrio, e pessoas que comem muito tomate costumam apresentar intoxicação por esse metal. Em alguns rios onde há garimpo de ouro, os peixes podem ficar contaminados, já que os garimpeiros utilizam mercúrio para separar o ouro. No Brasil, fungicidas com mercúrio causaram intoxicação crônica em trabalhadores do cultivo de cana-de-açúcar, lembrando que o mertiolate a base de mercúrio está proibido. Além da alergia cerebral, a contaminação por mercúrio provoca hipertensão, problemas no fígado e no sistema nervoso. Por bloquear a entrada da vitamina B12 no cérebro, esse metal é uma das causas de depressão. Intoxicações fortes podem causar até distúrbios psiquiátricos graves.

– Alumínio: em quase todos os estudos da doença de Alzheimer, a autópsia mostra uma quantia excessiva de alumínio no cérebro. Uma das grandes fontes de contaminação de alumínio é a água encanada. Para clarear a água que consumimos, em algumas das cidades brasileiras, utiliza-se alumínio em grandes quantidades. Mas tal processo não é feito de maneira científica e muitas casas acabam recebendo água com excesso desse metal. Há outras fontes de intoxicação como alguns desodorantes e até remédios, como os antiácidos, que contêm alumínio em suas fórmulas. Antigamente, até os cremes dentais podiam estar contaminados, mas, felizmente, os tubos que continham alumínio foram substituídos por embalagens plásticas. As panelas de alumínio que utilizamos para cozinhar são veículos de contaminação, o mesmo se dando com as “quentinhas” (marmitex), as quais deveriam ser evitadas ou usadas com moderação (nunca para se esquentar comida). Também oferecem perigo: chocolates com embalagem de alumínio, refrigerante e cervejas em latas de alumínio, lasanhas ou assados colocados no forno envolvidos em papel alumínio, etc.

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