Banimento de ervas medicinais entra em vigor na União Europeia

Os pacientes perderam o acesso a centenas de plantas medicinais, após a regulamentação europeia entrar em vigor dia 2 de maio.

A venda de todos os fitoterápicos, com exceção de um pequeno número de produtos populares para enfermidades “suaves”, como a equinácea para resfriados e a erva de São João para depressão, foi proibida.

Pela primeira vez, os produtos tradicionais devem ser licenciados ou prescritos por um herborista registrado.

Tanto herboristas quanto fabricantes temem, como resultado, ser forçados a sair dos negócios.

Alguns dos produtos mais utilizados foram salvos depois que o secretário de saúde, Andrew Lansley, aprovou um plano para o Conselho de Profissionais de Saúde estabelecer um registro de fornecimento para fitoterápicos não licenciados.

No entanto, muitos fitoterápicos foram perdidos, uma vez que foi aberto apenas para aqueles que podiam pagar o processo de licenciamento, que custa entre £ 80,000 e £ 120.000.

Pelo menos 50 ervas, incluindo a cabeça-de-gato (Tribulus terrestris, o chamado Viagra natural), a biancospino (Crataegus oxyacantha L.), usada para dor da angina, e o inhame selvagem mexicano wild yam (Dioscorea villosa) já não serão estocados em lojas de produtos naturais, diz o British Herbal Medicine Association.

A diretiva de 2004 da União Europeia (UE) exige que um produto à base de plantas medicinais tradicionais precisa ser comprovado ter sido usado por 30 anos na UE – ou ao menos 15 anos na UE e 15 anos em outros lugares – para ser licenciado.

A agência de segurança de drogas do Reino Unido, a Medicines and Healthcare Products Agency, emitiu mais de uma dúzia de indicações, nos últimos dois anos, incluindo um aviso no mês passado sobre uma pílula para perda de peso contaminada chamada Herbal Flos Lonicerae (Herbal Xenicol), devido a preocupações sobre possíveis efeitos colaterais.

Lansley, em uma declaração por escrito, disse que o governo pretendia garantir o acesso continuado aos medicamentos fitoterápicos não autorizados através de um registro legal para os profissionais “a fim de atender às necessidades de cada paciente”.

A acupuntura está fora da diretiva da UE e assim permanece inalterada.

O príncipe Charles, defensor de longa data de terapias complementares, manifestou seu apoio à regulação formal dos herboristas.

Até agora a indústria tem sido protegida pela Lei 1.968 de Medicamentos. Este documento foi elaborado quando somente um pequeno número de fitoterápicos estava disponível.

Mas estudos recentes mostram que pelo menos seis milhões de britânicos usaram um medicamento herbal nos últimos dois anos.

O professor George Lewith, professor de pesquisa em saúde da Universidade de Southampton, disse: “A evidência para a eficácia de medicamentos fitoterápicos vem crescendo, pois eles podem oferecer abordagens baratas, seguras e eficazes para muitas queixas comuns”.

Fonte: Daily Mail

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