Estresse dos pais aumenta 23% o risco de obesidade infantil

Estresse dos pais aumenta 23% o risco de obesidade infantilObesidade infantil vem se tornando cada vez mais um problema nos países desenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil. Por aqui, 8% das crianças são obesas e, outra tantas, estão acima do peso. As causas para o fenômeno são diversas e uma delas pode estar no comportamento dos pais. Mais especificamente no estresse parental. Isto é, se o número de eventos estressantes ou a percepção de estresse pelos pais diante de situações estressantes se associam com a obesidade da prole. Esta hipótese foi verificada num estudo realizado na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Pesquisadores usaram dados de mais de 2100 famílias, que tinham filhos com idades entre 3 e 17 anos. As entrevistas foram feitas em inglês ou espanhol, em 2006. Diversas questões sobre os estresses cotidianos dos pais e hábitos alimentares dos filhos foram formuladas, tais como “nos últimos 7 dias quantas vezes seu filho comeu no Mac Donalds ou Pizza Hut?”. Obesidade foi definida por critérios habituais levando em conta o peso e a altura da criança. Vejamos o que aconteceu. O número de eventos estressantes parentais aumentou o risco de obesidade infantil em até 23%. Já a percepção do estresse pelos genitores aumentou a chance de consumo de fast food em até 10%. Tudo isso após controle por etnia, gênero da criança, anos de educação dos pais, entre outras variáveis. Não chega a ser surpreendente já que pais sob grandes pressões podem passar menos tempo com seus filhos ou serem menos efetivos nas questões educacionais. E filhos sem supervisão e limites fazem todo tipo de bagunça, incluindo as alimentares: comem fora de hora, cortam as frutas e vegetais, abusam dos carboidratos, das frituras e das “fast foods”. Isso sem contar que pais estressados encorajam menos seus filhos a praticarem exercícios ou atividades físicas.

O estudo ressalta que dentre as estratégias preventivas para enfrentar o drama da obesidade infantil, com suas consequências físicas e psicológicas que se estendem para a idade adulta, nós devemos incluir a avaliação do estresse dos pais. É um jeito delicado de dizer que atrás de uma criança gordinha podem existir pais estressados que também merecem cuidados.

Mais informações: Pediatrics

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