Estudo comprova que assistir muita TV prejudica as crianças

Um dos transtornos de conduta mais comuns se refere a uma ausência de respeito às normas sociais estabelecidas e desinteresse quanto aos sentimentos alheios, sintomas estes apresentados pelos indivíduos acometidos. O comportamento anti-social gera dificuldades de convívio coletivo, ações que infringem as leis e restrições no campo de amizades. Além disso, a pessoa doente costuma se expor mais às situações de perigo.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que a exposição diária à televisão (TV) seja inferior a uma ou duas horas, para as crianças com idade superior a 2 anos. Da mesma forma, sugere que o quarto de dormir não possua aparelho televisivo. Investigadores norte americanos, do Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, publicaram uma pesquisa na revista Pediatrics, onde avaliaram o impacto da longa permanência na frente da TV sobre a saúde das crianças.

No estudo foi verificado o percentual de crianças expostas a programas de TV, durante mais de duas horas ao dia, em duas ocasiões: aos 30 – 33 meses de vida e aos 5,5 anos de idade. Os resultados apresentados revelaram que 20% dos participantes da pesquisa, assistiam TV diariamente no tempo acima descrito. Cerca de 41% das crianças possuía aparelho televisivo no quarto de dormir, aos 5,5 anos de idade.

O hábito de ver TV em excesso associou-se diretamente, com maior risco de surgimento de transtornos de conduta, e com menor gama de relações sociais. A presença de aparelho de TV no quarto de dormir relacionou-se com maiores taxas de distúrbios do sono e problemas emocionais.

A exposição excessiva a programas de TV comprovadamente eleva o risco de ocorrência dos transtornos de conduta na infância, bem como traz prejuízos à saúde geral da criança.

Fonte: Bibliomed / PEDIATRICS 2007; 120 (4): 762 – 769. Doi: 10.1542/peds.2006-3573.

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