Excesso de sal eleva risco de desenvolver esclerose, aponta estudo

O excesso de sal na alimentação pode facilitar o desenvolvimento de doenças autoimunes, principalmente a esclerose múltipla, de acordo com os resultados de três estudos publicados na revista britânica Nature.

Segundo as pesquisas, realizadas com humanos e roedores, o sal poderia favorecer a produção de células responsáveis pela ativação de doenças autoimunes.

Estas doenças, consequência de um sistema imunológico hiperativo, não param de aumentar nos últimos anos nos países ocidentais, o que conduziu os pesquisadores a pensar que fatores externos, e não apenas genéticos, possibilitariam seu desenvolvimento.

Os pesquisadores identificaram o sal entre os fatores externos depois de observarem um aumento das células responsáveis pela inflamação nas pessoas que ingerem fast food ou que consomem pratos pré-cozidos, cuja quantidade de sal é em média mais alta que a comida preparada em casa.

Apesar disso, lembra Aviv Regev do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), “se trata de uma hipótese, que deve ser confirmada por estudos epidemiológicos”.

Além do sal, outros fatores externos, como o cigarro, uma exposição insuficiente ao sol ou a carência de vitamina D, poderiam contribuir para o desenvolvimento de doenças autoimunes, segundo Vijay Kuchroo, um dos pesquisadores do estudo.

– Embutidos e enlatados apresentam muito sódio para conservação, por isso, fuja de fast food. A salsicha do cachorro quente, por exemplo, tem 680 mg de sódio em 2 unidades (ou 64 g), isso corresponde à 28% do que um adulto deve consumir em um dia inteiro. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo diário de sódio não deve passar de 2g.

– Não se iluda pensando que só alimentos salgados são ricos em sódio. As bolachas escondem grande quantidade de sódio para conservação. Em 8 unidades de bolacha wafer você pode ter 10% das suas necessidades diárias

– Sopa é sempre nutritiva e pouco calórica? Nem sempre, as em pó têm tanto sódio que uma sopa em pó de cebola, por exemplo, em um prato, tem, em média, 35% de suas necessidades diárias. Não pense em repetir o prato

– Outro grande vilão é o adoçante usado tanto em refrigerantes diet, quanto em sucos sem açúcar. Ele possui compostos de sódio. Um saquinho de suco diet tem 10% de suas necessidades diárias de sódio

– Os congelados também possuem muito sódio, usado para conservação. É importante olhar bem as informações nutricionais antes da compra. Uma lasanha à bolonhesa pode ter 40% das necessidades diárias de sódio, ou 955mg, em um pedaço de 162g

– O miojo é outro alimento com muito sódio, não o macarrão em si, mas o tempero é praticamente só sódio. O pacote completo tem, em média, 2.130 mg de sódio, ou 89% das necessidades diárias de um adulto

– Azeitonas (verdes e pretas) estão no topo da lista dos alimentos com mais sódio. Em cerca de 30 g, são 925 mg ou 46% das necessidades diárias

– Comida japonesa é saudável, desde que você não abuse do Shoyu. Em sua versão tradicional, em 15g, são 855 mg de sódio, ou 36% das necessidades diárias. Já a versão light tem 24%

– Nem um sanduíche de presunto e queijo está livre do excesso de sódio. Segundo a nutricionista Camila Gracia do HCor – Hospital do Coração, o lanche tem praticamente toda sua necessidade diária de sódio. Por isto, a dica mesmo, é ficar de olho na informação nutricional dos alimentos.

Fonte: BOL Notícias

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