Fatores de risco para a morte súbita relacionada à atividade sexual

A atividade sexual não deixa de ser uma atividade física. Por isso, a ocorrência de morte súbita (MS) durante o coito é, a exemplo da MS relacionada ao exercício físico, um evento raro que responde por 0,6% dos casos de MS. Nota-se, nesses casos, a repetição de alguns fatores que ajudam a explicar a ocorrência do evento naquela situação específica.

A maioria das mortes ocorreu em homens que se envolveram em relações extraconjugais, em que as parceiras são cerca de vinte anos mais jovens que a parceira habitual e, após refeições copiosas, geralmente associadas ao consumo abundante de álcool.

Um estudo observacional alemão da década de 1990 avaliou os achados de necrópsias realizadas ao longo de 27 anos, encontrando 48 casos de morte durante atividade sexual dentre as mais de 26 mil necrópsias realizadas. Na maioria absoluta dos casos os homens estavam na faixa etária dos sessenta anos e a causa principal da morte foi infarto do miocárdio (IM), conhecido popularmente como ataque cardíaco.

A amostra feminina foi diminuta, mas houve predominância de causas cerebrovasculares, como o derrame cerebral, como promotoras do óbito. Setenta e cinco por cento dos casos ocorreram em relações extraconjugais, a maioria delas com prostitutas jovens (mulheres com menos de trinta anos de idade).

Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia

De um modo geral, considera-se que o risco de sofrer um IM tendo como gatilho a atividade sexual também seja baixo. Cerca de 3% dos pacientes com IM referem atividade sexual duas horas antes do início dos sintomas, mas apenas em 0,9% dos casos a atividade sexual pôde ser pontuada como fator desencadeante.

Fonte: Dr.Ricardo Stein e Dra. Clarissa Barlem Hohmann – Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

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