Religião pode levar à longevidade

Cerca de 96% dos americanos acreditam em Deus ou em algum espírito universal, de acordo com um estudo do grupo Gallup, de 1995. A ida regular à igreja, à sinagoga, à mesquita ou ao monastério budista está relacionada a um maior período de vida, de acordo com uma revisão de 42 estudos que examinaram 125.826 pessoas, reportada na edição corrente de Health Psychology.

Conforme afirma Michael E. McCullough, Ph.D., do National Institute of Healthcare Research, “a sobrevivência de pessoas que faziam mais pontos em avaliações de envolvimento religioso, público ou privado, era 29% maior do que a daquelas pessoas que faziam menos pontos nestas avaliações”.

O envolvimento religioso público é definido por quão freqüentemente a pessoa vai à igreja ou ao templo, se a pessoa é membro de uma organização religiosa (um kibbutz) ou por quantas horas de lazer a pessoa passa fazendo atividades relacionadas ao templo ou à igreja. O envolvimento religioso privado inclui medidas da religiosidade, freqüência de orações e o uso da religião como recurso de colaboração.

Resultados de acompanhamento indicaram que o envolvimento em atividades religiosas públicas era particularmente importante na predição da mortalidade. Estar envolvido com uma religião parece explicar uma pequena parcela da razão pela qual algumas pessoas vivem mais que outras, afirmam os autores, mas outras razões para longevidade incluem a raça, idade, educação, apoio social e saúde física.

Conforme afirma McCullough, os resultados parecem indicar que as pessoas com alto nível de envolvimento religioso também eram menos obesas. Em parte, os efeitos do envolvimento religioso nas variáveis da saúde física, como a obesidade, parecem explicar a razão pela qual este envolvimento prediz risco reduzido de mortalidade.

Os benefícios à saúde em ser religioso (mais pública do que privadamente) podem também ser parcialmente devido ao apoio social e às novas amizades advindas do comparecimento freqüente aos serviços religiosos.

Os autores sugerem que as pessoas que são ativamente religiosas tendem a cuidar melhor de si mesmas com relação a várias áreas de saúde, o que pode explicar a longevidade.

Fonte: Health Psychology

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