Sementes e frutos para seres sublimes

Frutos e sementes para seres sublimesSeres humanos racionais, criados à imagem e semelhança do seu Criador, foram desenhados para o consumo de sementes e frutos (Gênesis 1:29), e aos seres irracionais (animais) foram dados como alimento verduras e raízes (Gênesis 1:30).

É exatamente este o conceito. Seres sublimes como nós estarão mais plenos enquanto estiverem ressonando no plano das flores, que perfumadas e coloridas estabelecem relação social produtiva com os insetos e aves, fecundando e fornecendo seus produtos no devido tempo.

Para quem conhece biologia com mais detalhes, é mais fácil compreender que não é possível equilibrar sais de uma verdura com amido de uma raiz e a proteína de uma semente.

A visão mecanicista do século passado propõe isso com o intuito de veicular produtos comercialmente tal como complexos de vitaminas em drágeas. Sabemos que desses complexos, através de experiências realizadas na Universidade de São Paulo, foi verificado que as vitaminas químicas são eliminadas pela urina em 95% da quantidade ingerida, sobrando, assim, apenas 5% das mesmas!

Para que a “vita-amina” seja aproveitada totalmente, ela deve estar agregada ao carboidrato de origem, ou seja, nos grãos, frutas e cereais crus. Uma das características mais importantes da vitamina é a labilidade térmica, ou seja, a fragilidade pela temperatura. As vitaminas se degradam, quebram-se quando aquecidas ou congeladas. A temperatura ideal para se manter a vitamina íntegra está entre 4ºC e 60ºC.

As proporções entre os íons, gorduras, amidos, proteínas e enzimas numa semente respeitam o equilíbrio que permite a vida. Caso faltem picogramas de um determinado íon, a semente não consegue brotar.

Numa folha os íons aparecem sem os vínculos que permitem a vida, pois estão estruturados para absorver energia luminosa. O cálcio de uma alface estará sem a proporção adequada de fósforo. Talvez exerça até mesmo um efeito agressivo, aumentando a eliminação deste produto, carregando outros íons consigo.

Fico penalizado em ver quanto desperdício de vida acontece com o empenho em produzir, distribuir, processar e consumir folhas e raízes (ainda mais envenenados e misturados geneticamente).

Para equilibrar o amido de uma raiz com a proteína de uma semente, estaríamos desprezando a proporção de amido que já está equilibrando a proteína desta semente. Poderia ficar procurando argumentos para justificar esta perspectiva, mas me parece tão incoerente pensar em comparar um pêssego com uma alface ou uma mandioca…

Fico imaginando daqui poucos anos, quando nossa compreensão da interação molecular dos seres vivos possivelmente seja muito diferente da atual, onde estarão em cena diversas estruturas e elementos que nem desconfiamos atualmente. Talvez tenhamos argumentos muito mais explícitos para não usar folhas e raízes.